Carlos,
Cá vai um comentário que é uma pergunta em jeito de tirar dúvidas ou criar mais. É uma dúvida com que estou também...
Como utilizar um sistema mais aberto tendo em conta que pode ser alvo de integração (o trabalho neste ambiente realizado) no âmbito de um modelo de avaliação global, com critérios diferentes por áreas/disciplinas e como o fazer sem perder a lógica de que esta é uma ferramenta de aprendizagem ao longo da vida...
Eu sei... dá um nó na cabeça :)
Abraço
João
Não sei se é da constipação e das dores de cabeça mas não percebi nada da tua questão. Escreve lá isso de uma forma mais acessível para quem não está com cabeça para pensar muito :)
Carlos,
Até eu fiquei com um nó.
A ideia é simples. A questão é que não. Vou tentar.
Como integras o modelo de avaliação deste tipo de ambientes nos critérios diferenciados por disciplinas/cadeiras/ niveis? Uma vez que os alunos podem usar os recursos do SapoCampus para desenvolver projectos de áreas distintas... Melhorou? :)
Abraço,
João
Melhorou muito :)
De qualquer modo acho que não te posso responder à questão. Não acho correcto pensar que é a tecnologia que vai ter que dar uma solução para a questão da avaliação. O SAPO Campus é uma plataforma tecnológica que pode ser utilizada livremente e da forma que as pessoas quiserem.
Apesar de estarmos a desenvolver mecanismos de integração/criação de espaços formais associados a disciplinas, não há uma forma única de utilizar essas funcionalidades. Espero que a comunidade nos consiga surpreender com ideias inovadoras e totalmente dispares daquilo para que foram desenvolvidas.
A nossa ferramenta de avaliação inside unicamente num ponto muito específico: ajudar a avaliar a participação online no contexto de uma comunidade... se se considerar que ela tem que ser avaliada.
Abraço e obrigado pela interacção que torna tudo mais interessante!
Carlos,
A perspectiva que referes é a mesma que tenho para uma solução como a que apresentas e como a que tenho pensado para outro contexto em que estou envolvido.
Eu passei de um conceito de avaliação da comunidade para a ideia de moderação entre elementos e agora estou mais perto da regulação pela ecologia comunitária em rede. Eu sei é complexo mas eu também. Esta é uma ideia que vi explorada num projecto recente e estou a gostar. É a ideia que numa comunidade há regras não visíveis de organização. É nessas regras (que não partem da organização mas da natureza integrada da própria comunidade) que nascem as lógicas de co-relação entre pessoas e no desenvolvimento de projectos. No fundo é começar a olhar para a comunidade observando sinergias e não os elementos que as constituem... mas é um caminho ainda longo a fazer.
Abraço e obrigado.
João
Se a organização obriga a uma separação por disciplinas essas ideias são mais complexas de colocar em prática... mas não me parece que sejam impossíveis ;)
Gostei da ideia (e das ideias) e penso que as lógicas que subjazem ao PLE que concebeste se mantêm fieis ao conceito inicial, agora já com uma melhor definição de funcionalidades. Fica somente uma pergunta (que revelará, porventura, ignorância minha): estão previstos mecanismos de arquivo individualizado, i.e., o utilizador poderá criar e gerir um espaço de arquivamento/disponibilização de documentos? Se sim, como se resolve a perspectiva institucional que a indexa a preceitos deontológicos e legais de protecção de direitos de autor, quando o utilizador poderá utilizar o espaço para arquivo de documentos sobre os quais não detém direitos?
Pergunta algo complexa de responder num espaço público :)
Julgo que a tecnologia dificilmente poderá resolver as dificuldades enumeradas. Numa comunidade académica, a principal mensagem a transmitir é a da responsabilização perante a comunidade e a instituição. No SAPO Campus os autores de conteúdos são sempre conhecidos e por isso a responsabilidade deve estar do lado de cada utilizador.
Neste curto período de tempo de experimentação desta plataforma já tivemos um caso curioso. Um utilizador partilhou num blog um link para um livro "pirata". Foi a própria comunidade que alertou o autor para essa situação não ser correcta do ponto de vista institucional. O potencial problema acabou por se resolver muito rapidamente.
Obviamente que estes casos felizes não vão acontecer sempre e serão mais complexos de detectar com o crescimento da comunidade. Será que este facto vai implicar que a nível institucional teremos que avançar com formas mais presentes de "controlar" aquilo que está a ser partilhado?
Carlos e Prof. Moreira,
Junto-me à conversa com a ideia que já deixei referida e uma pergunta complementar.
Se por um lado a autoregulação em comunidade funciona, penso que, pelo que tenho lido, essa autoregulação existe quando a comunidade tem claramente definidos os objectivos para a qual caminha. Sendo um sistema aberto a questão prende-se com o velho debate e já muito comentado em famosos textos que há partilha a mais e qualidade do que é partilhado a menos... Mas não quero ir por ai até porque a ideia de regulação individual no âmbito de uma ferramenta que integra uma solução institucional me parece mais ou menos clara. A minha questão está na relação com as ferramentas como o Moodle que parece que está a ser implementado por ai, na UA. Se como dizia o Carlos, há possíbilidade de integração de ferramentas externas no SapoCampus, o mesmo será possível ao contrário? Isto é, imaginem que eu desenvolvo um projecto com um grupo e tenho dados que produzi no blog do SapoCampus e quero integrar noutro ambiente é possível? Estou a pensar isto se o projecto for alargado a escolas públicos onde reinam Moodle e afins...
Abraços aos dois com amizade.
João
Obrigado João!
Numa comunidade como a do SAPO Campus é complicado estabelecer objectivos que possam ser realmente aplicados e ter um sentido prático (fala a costela de engenheiro). Como se estabelecem objectivos numa comunidade de 20.000 pessoas com interesses tão dispares? Será que ainda devemos falar de comunidade?
Eu confesso que me provoca alguns arrepios essa ideia de haver "partilha a mais". Julgo que essa é uma perspectiva de quem se preocupa demasiado com os conteúdos e pouco com a componente social que representa um papel central na formação das comunidades.
Quanto às questões finais a resposta é sim. Quase todas as páginas do SAPO Campus têm feeds de RSS associados. As que ainda não têm, por exemplo a página de perfil, é uma questão de tempo para que essa informação seja adicionada. Se a integração por feeds não for suficiente, os nossos serviços vão disponibilizar a mesma API pública dos serviços do SAPO, permitindo o desenvolvimento de soluções de terceiros para dialogar com o SAPO Campus. Para que esta última questão se torne uma realidade falta ainda resolver uma questão técnica entre o SAPO e o CICUA :(
Carlos,
Como sabes sou dos que defendem que a partilha nunca é demais desde que inclua o processo e não só o resultado. É isso que eu admiro mais neste vosso projecto do SapoCampus. Que sempre partilharam o processo e não só o resultado.
Quanto à questão da comunidade, penso que, como todos os conceitos que emergem de ambientes em evolução... evoluem. Eu já ando, como referi, com a ideia de ecologia pois me parece mais válida se tivermos em conta a lógica das redes sociais de hoje.
Coloco só uma questão final para não chatear mais... Tendo em conta uma coisa que refiro sempre aos meus formandos nos cursos que tenho dado quando ao registo para memória futura, como o garantem. Sendo uma ferramenta institucional pode estar ligada, quer queríamos quer não, a um processo formal de avaliação de um percursos ou projecto. Há formas de garantir esse registo de actividades?
Abraço
João
Se não te conhecesse ainda acreditava em "só uma questão final" LOL
E não chateia nada... sem discussão um blog não tem piada nenhuma.
Uma das minhas questões de investigação está relacionada com a tua afirmação sintetizada no "quer queiramos quer não". Eu acredito que os utilizadores não têm que ficar ligados apenas a processos formais. Essa é uma barreira que é essencial ultrapassar para que a dimensão social da instituição realmente seja potenciada. Como consegui-lo é que é uma questão mais complicada...
Quanto à memória futura, tudo o que for partilhado fica disponível e acessível para "sempre". Os utilizadores do SAPO Campus podem continuar a usufruir da plataforma para lá do seu percurso académico. Mas esta é uma investigação que não consigo fazer para o meu PhD... perceber se a possível ligação criada entre o utilizador e o SAPO Campus é suficientemente forte para "resistir" após o final da relação com a instituição.
Para o ano acho que podemos ter um trabalho de investigação a começar nesse sentido. Gostava se orientar algo desse tipo... mas primeiro ainda tenho que investigar e escrever muito :)
Na sequência do que diziam acerca da memória futura, da utilização da plataforma para além dos muros institucionais... etc, etc... podes explicar em mais 2 linhas (ou noutro diagrama janota;) )a questão da "criação das páginas de perfil como um aspecto muito relevante da comunicação externa da instituição"?
Abraço
Margarida (Isabel) Almeida
Margarida,
a questão que colocar é muito interessante e por isso estou a responder com um novo post ;)
Obrigado e até breve!
De facto, no pouco tempo que tive de contacto com o sapo campus senti necessidade de "espaço" para armazenar documentos. Isso vai ser ou é neste momento possível?
Quanto à violação dos direitos de autor, e falando por mim, facilmente vislumbro esta situação acontecer frequentemente de forma intencional, mais por ignorância do que por falta de responsabilidade (se bem que uma leva a outra :)
Gostaria aqui de deixar os meus parabéns aos "criadores" do sapo campus, para além de ser bastante prático e intuitivo, possui ainda um design esteticamente agradável (tem dedo de mulher aqui...:)
Olá Liliana.
Neste momento não é possível armazenar documentos que não sejam compatíveis com a plataforma de fotos ou de vídeos. Ainda não temos um serviço que nos permita "controlar" o espaço de armazenamento atribuído a cada utilizador e, posteriormente, permitir a sua integração no SAPO Campus. Estamos a contar disponibilizar uma solução para interagir no my.ua com o sistema Arca do CICUA, mas isso apenas vai permitir guardar documentos numa área pessoal.
Estamos também a trabalhar para permitir uma boa integração com o SlideShare. Com o suporte do SlideShare será mais simples partilhar documentos sem sair do SAPO Campus.
Obrigado pelos comentários relativamente à plataforma. O design é todo de homens :)
O grande responsável é o Hugo Silva http://a34086.campus.ua.sapo.pt/
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