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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Zoom In nas páginas de perfil do SAPO Campus

Procurando responder às questões levantadas pela Margarida Almeida no meu post anterior vou fazer um exercício de zoom in no esquema anterior e explicar um pouco melhor as ideias/objectivos para a página de perfil do SAPO Campus e a sua integração do ponto de vista institucional.


 


 


 


O desenvolvimento da página de perfil dos utilizadores do SAPO Campus está muito relacionada com a temática da Identidade Digital que a Mónica está a investigar no âmbito da sua tese de doutoramento em Multimédia em Educação. Fico desde já a aguardar o contributo dela para seguir com esta discussão ;)


No contexto do SAPO Campus sempre nos pareceu óbvia a necessidade de incluir uma página do utilizador que faça a agregação automática da sua participação nos diferentes serviços do SAPO Campus. Só com este mecanismo é que é possível ter conhecimento, de uma forma simples, das várias actividades de um membro da comunidade.


No entanto, o actual modelo de página de perfil do SAPO Campus está a sofrer um grande trabalho de restruturação para que, brevemente, seja possível expandir o conceito inicial, adicionando várias funcionalidades ao perfil. Para que este texto não se torne demasiado extenso, não vou explorar duas novidades muito importantes relacionadas com estas questões e expressas no esquema: a introdução de uma camada de comunidade social e a possibilidade de agregar o portefólio à página de perfil do utilizador.


Para explicar as ideias relativas à relação entre a página de perfil e a comunicação externa da instituição vou optar por realizar um exercício que corre o risco de ser considerado egocêntrico :)


Se alguém procurar informação sobre mim nas páginas institucionais da Universidade de Aveiro o que vai encontrar? O meu nome completo, uma fotografia que julgo não conseguir alterar facilmente, a minha ligação ao DeCA (de forma não muito explicita), o meu cargo (desactualizado), o meu local de trabalho (desactualizado) e os contactos telefónicos internos. Julgo que todos estão de acordo em admitir que, para os padrões actuais, é muito pouco.


No entanto, se a mesma pessoa procurar essa informação na Web, o que no meu caso não é um exercício muito simples porque tenho um nome muito comum, facilmente se encontram as minhas presenças no twitterslideshareflickrfacebookfriendfeedSAPO Campus,...


Apesar da maioria da informação que partilho nestas ferramentas externas estar relacionada com a minha actividade enquanto docente e investigador da UA, ela não se reflecte de uma forma directa na imagem externa da própria instituição. Considerando que algum desse conteúdo tem relevância científica, pedagógica e social, o que podemos fazer para corrigir esta situação?


Uma opção seria acreditar que a instituição fornece toda a tecnologia necessária e ignorar (ou até proibir em casos mais extremos) a utilização que é dada a outras ferramentas externas. Na Web de hoje é impossível acreditar num cenário em que possa ser verdade a expressão "toda a tecnologia necessária". A evolução da Web é demasiado rápida e surpreendente para que uma instituição, por si só, se consiga manter actualizada do ponto de vista tecnológico. Por outro lado, ignorar o que se passa na Web hoje em dia é um erro que as instituições que pretendem ter uma imagem inovadora devem evitar e, pelo contrário, devem saber explorar.


Na minha opinião, a opção correcta e que é defendida no esquema anterior, passa por implementar mecanismos que permitam aos utilizadores integrar no seu perfil institucional o que partilham em ferramentas externas à instituição. A escolha dos serviços que são integrados deve passar sempre por uma decisão do utilizador, embora possam ser implementados mecanismos que facilitem essa tarefa. Uma selecção ao nível do conteúdo individual é demasiado exigente para os utilizadores e por isso não será implementada como solução principal.


Para completar este ciclo de integração é indispensável que as actuais páginas de perfil dos utilizadores nas páginas da UA permitam adicionar um mecanismo de ligação à página de perfil do SAPO Campus. Neste domínio ainda temos que realizar algum trabalho de sensibilização e posterior implementação.


Apesar do texto já ser longo ainda falta desenvolver mais uma ideia :)


Também é importante ter a noção que aquilo que é partilhado no SAPO Campus não deve ficar restrito e fechado nas tecnologias de suporte da instituição. Se os utilizadores têm presenças em serviços externos porque é que elas não são aproveitadas para divulgar o nosso trabalho em redes sociais mais abrangentes e alargadas? Essas redes podem desempenhar um papel muito importante ao nível da divulgação e promoção do nosso trabalho. O mecanismo que pretendemos implementar no SAPO Campus vai permitir a partilha automática da actividade "interna" dos utilizadores nos serviços externos anteriormente seleccionados.


considero que, por si só, estes desenvolvimentos irão acrescentar uma nova dimensão ao nível da imagem externa de uma instituição como a UA. Para além disso, não nos podemos esquecer que no SAPO Campus podemos ter utilizadores que correspondem a serviços, departamentos, cursos, projectos,... aos quais todas as ideias anteriores também podem ser aplicadas!


Julgo que este é um grande desafio para as instituições de ensino superior normalmente habituadas a um esquema centralizado de gestão da imagem externa da UA. Mas as oportunidades são imensas...


 


 


 


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publicado por carlossantos às 11:39

4

De António Moreira a 27 de Janeiro de 2010 às 16:53
Ao teu longo texto, só posso responder o seguinte: mais holístico do que a tua proposta, impossível! Parabéns!


De carlossantos a 27 de Janeiro de 2010 às 17:18
Muito obrigado :)

Só uma pequena nota. Se "entrar" no SAPO Campus antes de comentar, a sua participação fica integrada com o seu perfil ;)

Ab.


De m-aresta a 27 de Janeiro de 2010 às 17:09
Este post interessa-me particularmente e agrada-me ver que, há um ano atrás, aquilo que eu pensava - http://prezi.com/ygszdfdyxezb/view/#89 - não era assim tão descabido :)

Da questão colocada pela Margarida e da resposta dada pelo Carlos, há duas coisas que me parecem merecer especial destaque:
- quais as vantagens reais, para a instituição, de criar mecanismos que permitam aos seus membros (alunos, staff, etc.) a construção de uma identidade a ela associada?
- quais as vantagens, para o aluno/utilizador, de ter a sua identidade associada a uma instituição?

No que diz respeito à Instituição, defendo que – no panorama actual – uma universidade/empresa é mais do que a soma das suas ofertas de serviços. A qualidade dos seus membros – sejam docentes, alunos ou colaboradores – representa, grande parte das vezes, prova concreta daquilo que é discutido, criado e exportado pela instituição. Numa altura em que indicadores como empregabilidade, investigação, começam a fazer parte do cartão-de-visita das universidades, a qualidade dos trabalhos produzidos pelos seus elementos poderá actuar como teaser/portfólio daquilo que a instituição pode oferecer.
Por seu lado, um aluno terá – do meu ponto de vista – todas as vantagens em ter a sua representação na rede associada a uma instituição credível, como é o caso da UA: segurança ao nível da perenidade daquilo que produz; construção de um portfolio de trabalhos/actividades associado à Universidade que frequenta; e outras dimensões que mereceriam uma resposta mais longa :)

O que se assiste, nestes dias – e de acordo com alguns dados que já recolhi – é a uma espécie de fragmentação da identidade digital dos nossos alunos: têm diversas contas distribuídas por diversos serviços 2.0, com diversos perfis, em plataformas que ora são compradas ora são vendidas por entidades externas. Agora suponhamos que esse mesmo aluno pretende agregar, numa única plataforma, as diferentes dimensões dessa sua identidade. O que fazer? Criar novas contas (ua.sapo.pt) de blogs, fotos, vídeos, etc? Duplicar a informação que já existe? Abandonar um percurso/identidade que já construiu para migrar para um novo serviço?

É neste sentido que me agrada – imenso – a palavra-chave deste post: integração. Do que já existe disperso, do que está já organizado, tudo num único “perfil”.

Parece-me muito bem ;)
(e desculpa o tamanho do comment… sugiro que definas nº máximo de caracteres em próximos comentários :D)


De margarida-almeida a 28 de Janeiro de 2010 às 01:13
Sem dúvida, concordo que "integração" neste contexto é a palavra mágica.

A identidade institucional vai muito para além da soma das identidades individuais da comunidade que constitui uma instituição, mas, se as integrar, a identidade institucional vai ser substancialmente enriquecida e fortalecida. E isso tb é verdade em termos da identidade digital individual e institucional.
A transparência e a consistência da identidade institucional (não só da imagem institucional, que é o que a instituição assumidamente quererá fazer passar para o exterior) ganhará muito em consistência e veracidade com essa integração.

No caso de uma universidade, a sua comunidade é composta não só por alunos, docentes, investigadores, funcionários não docentes, mas também por antigos alunos, parceiros empresariais e culturais, fornecedores, e uma imensa panóplia de outros "stakeholders" como agora se vem dizendo. Se assumida esta realidade, e dada a possibilidade a cada um dos elementos de poder criar identidades associadas à instituição, o universo UA amplia-se de um modo exponencial.

Quando li no post do Carlos o exercício ego-cêntrico do "quem sou no mundo digital" lembrei-me de uma tendência que surgiu há uns anos atrás. Muitas universidades ao construírem as suas presenças web desenvolveram e disponibilizaram, em áreas de conteúdos específicos para jornalistas, repositórios dos perfis dos seus investigadores em que, mais ou menos centralmente, construíram os perfis de especialidade e interesse desses mesmos investigadores. Seria uma base facilitadora dos contactos dos jornalistas com a investigação produzida na instituição, promovendo a sua visibilidade, acessibilidade, etc, etc. Se procurarmos agora essas bases de dados nos sites institucionais, serão muito poucos os que ainda resistem, e, se tal acontecer, em termos de actualização deixam muito a desejar. Na UA esse projecto (que existiu como projecto) nunca passou disso mesmo por falta de tempo e de t€mpo. Se tivesse avançado, o esforço central megalónamo teria gerado mais um sistema moribundo, orfão ou em vias extinção por falta de integração com outros sistemas, por falta de suporte individual dos próprios investigadores (por não responder às suas necessidades), por manifesta incapacidade de actualização, etc. etc.
Em conclusão: os jornalistas continuam a existir, continuam a contactar diária e sistematicamente as assessorias de imprensa, que, quais oráculos, labutam em todos os meios para encontrar qual o melhor "carlos santos" para comentar uma notícia, ou para saber qual o especialista no tema mais recôndito. Felizmente tanto a comunicação social como as assessorias de imprensa movimentam-se cada vez melhor nas redes sociais... e conseguem chegar aos vários perfis dos investigadores, etc, etc .
Aí entraria a plataforma agregadora... e o reforço da comunicação externa da instituição... Pois, estamos de acordo.

Adicionalmente, se as estratégias de comunicação e de captação de novos alunos para a UA passam pela valorização da intervenção directa dos alunos da UA e dos percursos e perfis dos seus antigos alunos enquanto os mais legítimos embaixadores da instituição, se isso é uma realidade no dia a dia da instituição, em termos digitais faz tb sentido que os perfis pessoais dispersos em todos os tipos de plataformas externas e internas sejam passiveis de integração.

Na realidade universitária, face à facilidade de acesso a meios, conhecimentos e competências técnicas, é permanente a "apetência" para o desenvolvimento de sistemas e plataformas de informação de forma "restrita e fechada nas tecnologias de suporte da instituição" mas face às muitas experiências acumuladas, acho que já temos algumas evidências dos resultados. E não, não vou falar dos projectos de suporte a portefólio e currículos que, assim de repente, me lembro ...
Fica para um próximo comentário. já não há mais caracteres ;)

Boa discussão!





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