Segunda-feira, 31 de Julho de 2006
Um
blog interessante onde são analisados muitos dos novos serviços existentes na Web. Para quem se interessa sobre a Web 2.0 recomendo a subscrição do feed.
Domingo, 30 de Julho de 2006
Ao navegar num blog brasileiro que infelizmente perdi o link, encontrei um artigo sobre uma das melhores ferramentas que encontrei nos últimos tempos (ao nível do
Flock ou ainda superior).
O
cocomment é um serviço que permite registar automaticamente todos os comentários que fazemos em blogs, permitindo centralizar algo que à partida parecia impossível de gerir. Desta forma é fácil voltar a um blog onde foi publicado um comentário (como o que referi no início deste post) e também saber se alguém respondeu aos nossos comentários.
Para além da ferramenta de
Capture, o cocomment tem mais algumas ferramentas muito interessantes, designadas genericamente por
Share e
Integrate. Brevemente espero ter alguns destes serviços integrados aqui neste blog.
Quinta-feira, 27 de Julho de 2006
Ontem estava a conversar com o
João sobre a utilização indevida que algumas vezes se dá às tecnologias disponíveis para o desenvolvimento de páginas Web. Hoje encontrei este
site que me parece um excelente exemplo da utilização do Flash.
Mesmo para quem não é apreciador de guitarradas a grande velocidade (como é o meu caso) vale a pena explorar.
Em Outubro de 2005 o
Jacob Nielsen lançou mais um artigo sobre usabilidade mas desta vez exclusivamente sobre blogs:
Weblog Usability: The Top Ten Design MistakesNunca fui grande apreciador destas receitas do Nielsen e também me parece que, neste caso dos blogs, algumas das questões apontadas como erros graves não fazem muito sentido ou são demasiado
obvious (este link foi para dar os parabéns aos meus amigos desde blog)!
Dos erros apontados, o que me faz mais confusão é o último: "10. Having a Domain Name Owned by a Weblog Service". Será que algumas vez os blogs teriam o sucesso que hoje se verifica se não fosse a existência de serviços como o
Blogger, o
Typepad, o mais recente
Wordpress.com ou o português
weblog.com.pt? Será que realmente é um factor negativo ter um blog alojado num destes serviços?
Pessoalmente não concordo... isto apesar de ter instalado uma plataforma de blogs (
Wordpress e
Wordpress MU) para alojar este blog e os dos meus alunos. O único motivo que me levou a tomar essa decisão foi a necessidade de ter algum controlo sobre os materiais que são publicado. O alojamento num servidor público não me permitiria ter controlo sobre a informação publicada caso se verificasse uma situação grave de utilização indevida dos blogs.
Neste momento não tenho certeza se realmente é necessário ser tão cuidadoso e ter todos estes mecanismos de controlo...
Quarta-feira, 26 de Julho de 2006
(finalmente de volta a esta
série de posts que espero dar por concluída antes de ir de férias... que oficialmente começam amanhã!)
Dificuldades da avaliação da participação on-line Do meu ponto de vista, a avaliação de um aluno deve reflectir o desempenho ao longo de todo o proceso de aprendizagem e não basear-se apenas nos resultados obtidos num exame teórico final e/ou num trabalho final. Para que esta estratégia possa funcionar é, na minha opinião, fundamental que a avaliação final seja um reflexo de todo o esforço de trabalho que é exigido ao aluno durante esse processo. Esta perspectiva da avaliação está reflectida nos parâmetros de avaliação utilizados e que foram analisados no
post anterior.
Muitos autores de referência na área do e-Learning defendem também a importância da participação nos grupos de discussão ser alvo de avaliação, como forma de estimular a participação e dessa forma potenciar a construção de Comunidades de Aprendizagem Distribuídas (embora obviamente o sucesso de uma CAD esteja muito mais relacionado com as metodologias pedagógicas utilizadas do que propriamente com a avaliação).
Existem muitos estudos onde são examinadas várias questões sobre a participação em grupos de discussão. Por exemplo, no livro "
E-moderanting" da
Gilly Salmon é apresentada uma análise muito interessante sobre os comportamentos típicos que se podem encontrar num grupo de discussão (gostei especialmente na análise sobre os alunos que ela identifica como
lurkers). Tal como em muitos outros casos a questão da avaliação da participação on-line é abordada mas apenas de um ponto de vista qualitativo, o que na realidade não resolve todas as dificuldades para quem tem que apresentar uma avaliação final quantitativa para este parâmetro.
Tal como julgo ter acontecido com outros professores/formadores, na minha primeira experiência de leccionação de uma disciplina à distância, apesar do cuidado da preparação prévia do ponto de vista teórico das metodologias a utilizar, inclui a avaliação da participação on-line como um parâmetro de avaliação da disciplina, sem ter percebido as dificuldades associadas a esta tarefa.
Na realidade, a necessidade do desenvolvimento de uma metodologia detalhada foi algo que apenas se tornou óbvio no final da primeira expriência, quando verifiquei as dificuldades e a exigência associadas a esta tarefa de avaliação.
Os principais factores que contribuíram para essas dificuldades foram os seguintes:
- Elevado número de alunos – aproximadamente 60 alunos por disciplina distribuídos por duas edições a decorrer quase em simultâneo;
- Elevado número de mensagens – cada edição das disciplinas gerou, em média, mais de 1000 mensagens nos fóruns de discussão, o que equivaleu a mais de 4000 mensagens trocadas em aproximadamente 2 meses;
- Pouco conhecimento pessoal dos alunos, o que dificultou a associação da mensagem ao aluno;
Os dados estatísticos das ferramentas de
tracking do LMS (nas primeiras edições o
WebCT e nas mais recentes o
Blackboard) são claramente insuficientes para avaliar o desempenho do aluno, já que apenas reflectem a quantidade de participações e a sua localização no tempo. O parâmetro essencial a avaliar é a qualidade das participações, o que no actual estado da arte não pode ser efectuado através de um processo automático, sendo por isso exigida a avaliação por parte do professor/formador.
A tomada de consciência destas dificuldades obrigou à adopção de um processo muito moroso que consistiu na avaliação, no final da disciplina, de todas as mensagens publicadas por todos os alunos. Só desta forma foi possível obter uma avaliação minimamente coerente, apesar de terem sido desde logo identificadas várias inconsistências nesse processo de avaliação.
Para resolver algumas dessas inconsistências foi tomada a decisão de, em futuras edições, basear a avaliação da participação on-line com base no registo da avaliação qualitativa de todas as mensagens publicadas nos fóruns de discussão. Da experiência anterior resultou também a decisão de realizar a avaliação de cada mensagem no momento em que ela é lida pela primeira vez. Esta decisão foi tomada devido aos motivos apresentados de seguida:
- um risco reduzido das mensagens ficarem esquecidas no processo de avaliação;
- não ser perdida informação temporal que por vezes é importante para avaliar a pertinência/importância de uma participação;
- evitar uma sobrecarga de trabalho muito grande no final da disciplina.
No próximo post irei abordar a questão da avaliação qualitativa das participações.
Sexta-feira, 21 de Julho de 2006
Ontem sempre apareceram uns técnicos da Cabovisão para ver o problema.
Um deles começou logo por desligar o modem e começar a instalar outro. Informou-me que já sabia qual era o problema: aquele modem da US Robotics (entre outros de outros fabricantes) estava perfeiramente identificado como estando a dar problemas daquele tipo e por isso tinha que ser trocado...
Entre instalação e activação não passaram mais de 10 minutos. Para já os problemas desapareceram todos.
Isto acontece depois de meses de problemas e várias horas pendurado ao telefone com os "técnicos" da linha de apoio técnico da Cabovisão, que sempre me tentaram convencer que os problemas estavam relacionados com o meu equipamento (router e/ou computadores).
Por mais que tente não consigo arranjar explicações para o comportamento da Cabovisão.
Sábado, 15 de Julho de 2006
Pinging
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Ping statistics for 213.228.128.63:
Packets: Sent = 20, Received = 9, Lost = 11
(55% loss),
Approximate round trip times in milli-seconds:
Minimum = 15ms, Maximum = 47ms, Average = 25ms
Isto é simplesmente de loucos. Estive mais de 10 minutos só para conseguir fazer este post.
Apesar de ter 5 computadores em casa, alguns desses computadores serem utilizados regularmente noutros locais sem qualquer problema, a situação de perda de pacotes não se ter verificado nas últimas 3 semanas... os operadores da Cabovisão continuam a querer convencer-me que o problema é dos meus computadores.
Está na hora de mudar de operador... infelizmente nem consigo aceder à página da NetCabo para ver os serviços disponíveis :(
Será que não há por aí uma alma santa capaz de me dar uma ajuda?
Quarta-feira, 12 de Julho de 2006
(após uma ausência demasiado longo volto a publicar uma parte da séria iniciada com este
post)
Componentes de avaliaçãoA avaliação final das disciplinas divide-se em duas componentes principais:
- componente teórica com um peso final de 30% - avaliada por prova escrita individual;
- componente prática com um peso final de 70%.
Para esta reflexão importa essencialmente abordar o modo como é avaliada a componente prática já que a componente teórica se baseia na avaliação única de uma prova escrita individual.
Embora existam algumas diferenças entre as duas disciplinas em análise, a avaliação da componente prática é genericamente realizada através de um conjunto de parâmetros de avaliação comuns, nomeadamente:
- o relatório final de grupo - responsável por uma percentagem muito significativa da avaliação final (>=50%) e realizado em grupo. Deve reflectir todo o processo de análise, investigação, solução final para o problema proposto e reflexão sobre os resultados obtidos.
- a apresentação e discussão pública do trabalho - normalmente corresponde a 15% da componente prática.
- a avaliação entre-pares - após a apresentação do trabalho realizado os alunos devem realizar um exercício de reflexão individual com vista à avaliação do contributo de cada elemento do grupo para o trabalho final desenvolvido. Embora este seja um parâmetro que inicialmente "choca" com os costumes instituídos na nossa cultura e no nosso sistema educativo, os resultados obtidos têm sido muito interessantes. Na maioria dos casos tem-se verificado que os alunos têm a maturidade necessária para abordarem este tópico de avaliação de um modo saudável (e não excessivamente competitivo) e têm revelado capacidade para realizar uma avaliação que realmente reflecte os contributos individuais. De modo a permitir ao docente gerir adequadamente a avaliação final, os alunos realizam uma avaliação qualitativa dos contributos. Posteriormente esta informação é traduzida pelo docente numa avaliação quantitativa que deve reflectir o sentido geral das avaliações efectuadas por todos os alunos (nota: talvez este processo de avaliação seja suficientemente importante para ser analisado num outro post). Esta componente não tem um peso específico porque a sua apreciação reflecte-se directamente na classificação obtida no primeiro parâmetro aqui abordado.
- a participação on-line - este é o parâmetro em análise nesta série de posts sendo que esta parte da avaliação tem um peso de 15% da componente prática.
- a participação nos blogues - a edição do Mestrado em Cabo Verde no ano lectivo de 2005-2006 foi a primeira onde foram introduzidos os blogues como ferramenta de comunicação. Teve um peso de 10% e será analisada em detalhe num outro post desta série.
No próximo post serão abordadas as dificuldades encontradas na avaliação da participação on-line e que foram o ponto de partida para o desenvolvimento da metodologia aqui apresentada.
Quinta-feira, 6 de Julho de 2006
(mais um post da série iniciada
aqui)
Metodologia pedagógicaProvavelmente nem todos as metodologias pedagógicas utilizadas em ambientes de e-Learning implicam um grande cuidado na avaliação da participação on-line. Existem mesmo algumas estratégias que poderão evitar essa necessidade, embora pedagogicamente talvez não sejam as mais adequadas a este cenário e não explorem algumas das potencialidades que as novas tecnologias da informação e comunicação proporcionam (ver, por exemplo,
trabalhos de Rena M. Palloff, Keith Pratt ou
Gilly Salmon).
As duas disciplinas que lecciono têm por base estratégias pedagógicas onde a participação e comunicação por parte de todos os intervenientes é essencial para o cumprimento dos objectivos inicialmente estabelecidos. Em cada uma das disciplinas os alunos são confrontados com trabalhos de grupo baseados na resolução de problemas "reais". Para a correcta resolução desses problemas o aluno terá que comunicar com a restante comunidade a vários níveis (professor-aluno, professor-grupo, aluno-aluno dentro do grupo de trabalho, aluno-aluno em espaços públicos e entre grupo).
Com estas estratégias pedagógicas pretende-se que, com o decorrer do tempo, a comunicação e partilha de conhecimentos contribua para a criação de uma verdadeira
comunidade de prática (ou comunidade de aprendizagem distribuída como é comum designar em e-Learning).
Neste cenário, a partilha de informação e discussão de conceitos são uma prática essencial, e por isso, o desempenho que os alunos demonstram nos espaços de discussão (fóruns) deve ser alvo de uma análise cuidada e ter um impacto quantitativo na classificação final da disciplina. A avaliação quantitativa poderá ela própria ser também um contributo para estimular a participação dos alunos já que estes sabem que o seu esforço de participação em actividades colaborativas é devidamente compensado na avaliação final.
Na próxima parte falarei das componentes de avaliação existentes nas duas disciplinas.
Terça-feira, 4 de Julho de 2006

Depois de ser cliente fiel do
Firefox ainda antes do lançamento da primeira versão oficial, hoje tomei a decisão de tornar o
Flock o meu browser por defeito. Os testes que realizei nos últimos dias convenceram-me a dar este passo apesar de ainda estar numa versão beta.
Achei muito interessante o conceito de integração num browser dos interfaces de gestão de várias ferramentas da Web 2.0, nomeadamente:
- Agregação de feeds (já experimentei, está muito interessante e já estou a utilizar em substituição do Thunderbird);
- Integração com ferramentas de social bookmarking (já experimentei com a minha conta do del.icio.us e achei muito funcional);
- Publicação de posts no blog (ainda não experimentei mas não tive qualquer problema com a configuração);
- Integração com o Flickr (ainda não sou grande utilizador do Flickr e por isso os testes foram reduzidos).
Descobri o Flock (e o título deste post)
aqui.