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Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010
Queres mesmo ser meu amigo no #SAPOCampus?

Um dos aspectos que ficou por discutir no último post foi a criação de uma nova camada que será responsável pelo suporte a mecanismos de comunidade social dentro do SAPO Campus.



O desenvolvimento desta camada de serviços sociais parece-nos indispensável para o futuro do SAPO Campus. Dentro da equipa de desenvolvimento do projecto estamos todos de acordo que, neste momento, falta um mecanismos que permita estabelecer ligações mais fortes entre os utilizadores. 


O nosso grande desafio é chegar a acordo sobre o mecanismo mais adequado para colocar em prática esses objectivos/necessidades. O problema pode parecer simples mas está longe disso.A vossas opiniões são muito importantes para nos ajudar a tomar uma decisão!


Resumidamente, vou apresentar as 3 soluções que temos andado a discutir e as principais questões associadas:




Estas questões não são exclusivamente minhas. São fruto de algumas discussões realizadas com alguns elementos da equipa, com especial destaque para o Jorge Braz porque esta vai ser uma componente fundamental da sua dissertação de Mestrado em Comunicação Multimédia.


Repetindo o título e lançando a esperada discussão:


Quem é que quer mesmo ser meu amigo no SAPO Campus? :)


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publicado por carlossantos às 14:56

De moita-m a 27 de Janeiro de 2010 às 23:26
Olá! Tenho muitas coisas a dizer sobre as questões levantadas e acho que esta é uma excelente discussão e há muitas maneiras de olhar para estas perguntas. Hoje estou cansada e não vou escrever tudo o que me apetece (para também não aborrecer muito os leitores) mas prometo que vou pensar melhor sobre isto e talvez postar alguma coisa relacionada num futuro próximo (espero!). :)
Para começar e só para fundamentar um bocadinho o meu ponto de vista sobre este assunto, existem alguns conceitos que são importantes de referir: comunidade, rede social e capital social.
Primeiro, o Sapo Campus apresenta-se como uma “plataforma tecnológica que pode ser utilizada livremente e da forma que as pessoas quiserem” (Santos, 2009) :P mas.. é utilizada por uma comunidade académica e tem por traz uma instituição, logo a utilização é consciente no sentido de espelhar a imagem da universidade. Mas até que ponto faz sentido etiquetar os utilizadors como uma comunidade? Se estamos a falar do meu perfil, as minhas fotos, os meus vídeos, os meus blogs, os meus interesses, o facto de se partilhar com os outros utilizadores, maioritariamente provenientes da mesma comunidade académica, faz do Sapo Campus uma comunidade? Comunidade, implica que os indivíduos tenham algo em comum. Será que o facto de se pertencer à mesma instituição de ensino é suficientemente relevante para os utilizadores da plataforma Sapo Campus se constituam como uma comunidade? Não creio. Mas a discussão tb não é esta. Mas este pensamento é importante para a discussão que vem lá mais para a frente: Comunidade vs Comunidades vs Grupos vs Indivíduos?
Quanto às redes sociais e à integração de outros serviços externos na plataforma, é uma ideia interessante, bastante importante na visão global do perfil de um utilizador (que não é só o nome completo e um número de telefone numa página desactualizada do DeCA :P). Mas no que respeita ao pensamento do Sapo Campus enquanto rede social, onde vários utilizadores estão interligados entre si, é necessário pensar ao nível do capital social, ou seja, que partido é que eu quero tirar do Sapo Campus? Como é que eu vejo a minha presença aqui? Quais os benefícios reais de construir uma rede de contactos no Sapo Campus? Qual a utilidade da interacção directa com os outros utilizadores? Porquê criar uma rede de contactos se posso consultar na mesma os trabalhos/fotos/vídeos/blogs dos outros utilizadores? Que implicações pode ter a construção de uma rede de contactos no Sapo Campus nas minhas relações reais? (Afinal vim só fazer perguntas em vez de dar respostas…) Ou seja, por capital social entendo o lucro, a carga positiva, as vantagens, os benefícios que advém da interacção entre utilizadores, ao nível social. É importante considerar isto para além do ponto de vista do utilizador, enquanto pessoa única que se aborrece se tiver se fazer muitos cliques, mas considerar este problema ao nível da importância social. É preciso antever que o pensamento individual de um utilizador considera todas as variáveis sociais dos seus actos, ainda por cima quando estão em jogo relações virtuais que podem relacionar-se com a sua vida académica real. (Ex.: Se houver alguém no mundo académico com quem não se simpatize, o utilizador pensa duas vezes se não vai incluí-los na sua lista de contactos do Sapo Campus, porque mais tarde esses contactos podem vir a ser úteis.)
Sim, nós temos esquemas mentais que organizam as pessoas com quem nos relacionamos categoricamente: temos os amigos, os colegas, os colegas de trabalho, os colegas do desporto, os colegas da catequese, os conhecidos, os amantes, os inimigos, etc, etc, etc.. Mas isso são os nossos esquemas mentais, baseados num círculo de confiança que mantemos uns com os outros, que não faz sentido nenhum existir em comunidades virtuais, porque essa separação, às vezes, pode ser prejudicial quando se pretendem obter determinados fins. Pois, esta questão do “Queres ser meu amigo no Sapo Campus?” não é levezinha, as pessoas agem sempre por interesses (que podem não ter no momento, mas poderão surgir no futuro, pelo que todas as opções são consideradas aquando da decisão de iniciarem uma ligação com alguém numa determinada rede social) não é só porque é fixe ter amigos no Sapo Campus :)


De carlossantos a 27 de Janeiro de 2010 às 23:37
Obrigado Marília e Ricardo.

O conceito de comunidade é realmente demasiado vago mas acaba por ser útil. Concordo que por vezes é utilizado de uma forma demasiado leve embora não me choque que se fala da comunidade do Facebook ou do Twitter para nos referirmos a todos os utilizadores dessas ferramentas.

Não querendo responder directamente às questões colocadas (espero que apareçam outras vozes), existem algumas funcionalidades previstas e que julgo serem relevantes para esta discussão. Vamos implementar um serviço que o Ricardo mencionou e que se assemelha à nossa homepage do Facebook. A lista de contactos vai permitir seleccionar quem é que queremos ver na nossa timeline principal por defeito.

Associada a esta timeline por defeito estamos a explorar o conceito de timelines contextuais. Por exemplo, sendo docente de NTC posso ter uma opção para ver rapidamente o que todos os meus colegas estão a publicar... mesmo que não estejam nos meus contacto. Mas este é um conceito que quero explorar noutro post ;)


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