Quarta-feira, 17 de Maio de 2006
Nos fóruns da disciplina e alguns dos nossos blogs foi lançada uma discussão muito interessante sobre o perfil do aluno do EaD.
Ao consultar este
post da Astrigilda surgiu-me uma questão que também é importante discutir: Qual deve ser o perfil de um professor/moderador de EaD?
Nota: Estas questões estão abertas a qualquer visitante independentemente de ser ou não aluno da actual edição do Mestrado em Multimédia em Educação...
Viva.
Estabelecer um perfil ideal de moderador de EaD não é tarefa fácil, face ao contacto com a modalidade de formação presencial. Mas analisando superficialmente as diferenças entre os dois tipos de formação, é possível apontar algumas características de um formador de EaD. Numa perspectiva tradicional de educação presencial, o professor é o centro do acto educativo, embora as perspectivas construtivistas tentem contrariar esta tendência. Em EaD, o professor assume, essencialmente, um papel de tutor, de moderador da aprendizagem do formando, alguém que o orienta e ajuda (tal como foi referido na intervenção de Humberto Santos). Penso não ser exagerado conceber o moderador como alguém que joga um jogo, em que as peças são os formandos. Mas será um jogo em que terá de existir uma estratégia bem definida desde o início, mas que pode ser adaptada em função do desenvolvimento das jogadas. De certa forma, o professor terá de se adaptar aos alunos que tem, mas isso também é o que acontece no ensino tradicional. Por outro lado, as modalidades de EaD destacam-se do ensino tradicional por darem mais ênfase ao aluno, mas não prescindem do papel do professor. Parece-me que o professor acaba também por estar no centro do processo, mas aqui com um papel de moderador mais acentuado.
G. Salmon (The 5 stage model, consultado a 19 de Maio de 2006 em [link]http://www.atimod.com/e-moderating/5stage.shtml[/link]) aponta cinco etapas que o e-moderador deverá ter sempre presente :
1. acesso e motivação – o moderador “acolhe” os participantes na formação e motiva-os a trocarem informações sobre si próprios
2. socialização dos participantes – aplicam-se estratégias de modo a estabelecer laços entre os vários participantes
3. trocas de informações indispensáveis às actividades propostas – facilita-se a aprendizagem, modera-se discussões/debates, orienta-se os formandos, face a confusões/dificuldades que possam surgir
4. construção do conhecimento – desenvolvimento e participação em projectos que motivem a aplicação de conhecimentos adquiridos
5. desenvolvimento dos trabalhos propostos
O papel interventivo do moderador vai evoluindo de uma forma crescente ao longo das etapas, podendo (de acordo com as suas opções) agir de modo a:
- apoiar e incentivar a participação dos alunos mais ausentes ou inseguros
- orientar os formandos nas intervenções que vão surgindo nos grupos de discussão, de modo a motivá-los para futuras participações;
- promover a colaboração entre os participantes e detectar possíveis situações de mal-estar;
- promover o debate de ideias, numa perspectiva de construção de conhecimento, orientando as discussões e introduzindo novos horizontes de discussão.
Bom... Para terminar, por agora, deixo só duas sugestões de consulta:
· [link]http://www.e-learningcentre.co.uk/eclipse/Resources/teach.htm[/link] (What it is to be an online teacher)
· [link]http://www.emoderators.com/[/link] (principalmente Facilitating Interaction in Computer Mediated Online Courses - [/link]http://www.emoderators.com/moderators/flcc.html[/link])
Carlos Vaz
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