Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006

(imagem de Scott Wilson)
O termo e-Learning 2.0 apareceu pela primeira vez em Outubro de 2005 num
artigo escrito pelo
Stephen Downes na
elearn magazine. Neste artigo é apresentada uma reflexão muito interessante sobre os desenvolvimentos recentes ao nível da educação e da tecnologia. Combinando os desenvolvimentos nestas duas áreas, o autor apresenta o novo conceito de e-Learning 2.0 (recomendo vivamente a leitura deste artigo a todos os interessados por esta temática das novas tecnologias da informação e comunicação em contextos educativos). Após a leitura do artigo podem ver e ouvir
aqui uma das muitas apresentações realizadas pelo Stephen Downes sobre esta temática.
A designação "e-Learning 2.0", tal como aconteceu com a designação "Web 2.0", desde o início que foi alvo de muitas críticas e na realidade não tem sido adoptada pela comunicade científica. Lembro-me de ler num blog (não me recordo do nome do autor) uma observação interessante sobre esta questão - "a designação e-learning 2.0 até é interessante... desde que se retire o
e- e o
2.0" :). Do que me lembro, a argumentação era no sentido de que no fundo estamos apenas a falar de aprendizagem, porque a tecnologia a a distância (no sentido de localização espacial) são hoje em dia factores meramente secundários (já que faz parte da nossa cultura actual utilizar a tecnologia e comunicar a distância), não fazendo por isso sentido continuar a dar-lhes um relevo tão grande como esta designação sugere.
Este artigo surge integrado numa discussão mais vasta sobre o que deve ser um
Personal Learning Environment (PLE). Este é um conceito recente e também motivo de um grande debate (ver por exemplo os links apresentados em
What constitutes personal learning environments? do
Sebastian Fiedler. Muito resumidamente, o conceito principal de um PLE passa pela utilização da tecnologia para construir um ambiente de aprendizagem centrado no indivíduo e que o acompanha ao longo da vida.
O conceito de um PLE é muito diferente do conceito de LMS (e ainda mais distante do conceito de LCMS!). A discussão gerada em volta deste conceito vai mesmo no sentido de tentar perceber o impacto dos PLE na organização actual dos nossos sistemas educativos (ver por exemplo,
University 2.0 do
D'Arcy Norman).
Embora nos links anteriores encontrem muita informação sobre PLEs, julgo que é importante lerem o artigo
Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems do
Scott Wilson (e outros). Neste artigo é apresentado com maior detalhe o diagrama que utilizei como ilustração deste post e que foi publicado pela primeira vez num post com o título
Future VLE - The Visual Version.
Muito mais havia para dizer sobre esta temática, mas para um post de introdução parece-me ter já demasiada informação.
Boas leituras... e comentários ;)
Olá.
Depois do meu comentário de há pouco em resposta ao desafio «E-Learning Adventures Beyond the LMS (versão 2)» neste blog, ter abordado a tão apregoada e pouco praticada individualização do ensino, julgo que este novo termo «Identidade Digital» surge como ouro sobre azul. Esta é a prova de que num ambiente público, massificado, generalizado e aberto a todos como é a web, é necessário criar uma individualidade para cada cidadão, para o identificar entre os outros. Se falarmos em processos de ensino-aprendizagem, muito mais vincada será, ou deverá ser, essa individualidade. Como estamos em ambiente digital, que outra designação melhor do que «Identidade Digital» para caracterizar cada aluno individualmente? Ora, isto pressupõe o tal Personal Learning Environment, uma espécie de gestão personalizada do ensino digital numa perspectiva de «diferente entre iguais».
Em horas decentes, desenvolverei um pouco mais... Até já (na aula)!!!
Saúde PC
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