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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007
Bill Gates - Tecnologia e educação
Na revista Visão desta semana é publicada uma tradução de uma entrevista dada pelo Bill Gates à revista Time. Fiquei surpreendido com um excerto dessa entrevista:
"Time - A educação é algo que o preocupa bastante. A tecnologia proporciona uma aprendizagem melhor?

Bill Gates - É importante ter alguma humildade quando se fala de educação. A televisão ia mudar a educação, as cassetes vídeo e a instrução assistida por computador também. Mas até à explosão da Internet, há dez anos, a tecnologia não tinha mexido sequer uma palha na educação. Aprender é basicamente criar um contexto de motivação. É sobre o porquê de aprender. A tecnologia tem, aqui, um papel, mas não é uma panaceia."

Nunca fui apreciador da estratégia monopolista da Microsoft/Bill Gates. Desenvolvi uma dissertação de Mestrado convencido que a instrução assistida por computador iria mudar em muito os nossos sistemas educativos... mas não posso estar mais de acordo com esta curta e provocadora análise que o Bill Gates faz sobre tecnologia e educação.

Para mim, a questão que se coloca neste momento é saber se mesmo com a Internet estamos a conseguir "mexer uma palha na educação"...

Há opiniões por aí?
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publicado por carlossantos às 16:53

13

De CV a 19 de Fevereiro de 2007 às 20:00
A tecnologia é algo importante como ferramenta de apoio à aprendizagem. Mas não creio que se deva tomar como certo que o domínio de competências tecnológicas são sinónimo de educação, no sentido mais purista. Tem-se confundido, ao longo do tempo, os conceitos de tecnologia/meios tecnológicos e educação (o Choque Tecnológico terá uma ponta disto???). Em minha opinião, a tecnologia será mais uma ferramenta, tal como os livros, tal como o quadro. Se os conteúdos não são adaptados e eficazes, não é a tecnologia que irá desenvolver a aprendizagem.


De Filipe Silva a 19 de Fevereiro de 2007 às 21:02
A educação tem várias vertentes associadas a ela própria.
No sentido mais restito e ao nível pedagógico, cabe ao professor assumir um papel primordial na utilização/integração das novas tecnologias no processo de ensino/aprendizagem.
Por muito boas que sejam as tecnologias, ou as infra-estruturas que permitam a sua utilização deve-se sempre ter o cuidado de analisar qual o público-alvo, quais os objectivos a atingir e desenvolver actividades que dêem respostas eficazes.
Quantos mais meios e recursos didácticos se conheça maior será a probabilidade de o professor escolher o mais adequado e adapta-lo ao contexto educativo.
Ao nível político, penso que a questão tecnologia e educação, assim como tudo, passa por uma fase de contenção de custos, estando a degradar-se substancialmente, contudo o processo de ensino/aprendizagem continua enraizado na relação professor/aluno.
Tecnologia por si só não produz aprendizagem.
Tenho tentado ao nível do ensino secundário tirar partido das “ferramentas web 2.0”, embora por enquanto ainda não tenha produzido os efeitos esperados.
Há uma grande tendência para os alunos fazerem uso da Internet com fins de pesquisa de informação e forte desejo pelo “copiar” – “colar”, o que tenho vindo a contrariado.


De José Paulo Santos a 19 de Fevereiro de 2007 às 21:39
Com alguma frequência me tenho debruçado sobre o papel das tecnologias no Ensino, tal como o fiz aqui http://interactsite.blogspot.com/2007/01/crime-e-castigo.html#links

É uma questão sempre em aberto, porque a própria tecnologia não tem parado de evoluir.

Contudo, a tónica não pode ser colocada na tecnologia... Para mim, que a uso no meu quotidiano pessoal e profissionalmente, há vários anos, centraria a minha atenção nas pessoas.

Neste caso, são os professores os agentes capazes de revolucionar e de protagonizar a mudança desejada. Aliás, apesar de ter havido avanços tecnológicos ao longo da história, eles só se tornaram significativos e dignos de relevo, quando alguém foi capaz de os adaptar aos contextos.

Já assisti a casos de professores que utilizam as tecnologias nas suas aulas e a não obterem qualquer motivação dos seus alunos; também, pelo contrário, tive a honra e o privilégio de presenciar alunos completamente embevecidos e altamente motivados perante professores que apenas usavam a tecnologia "GIZ 1.0"... Descobri - eureka! - então, que tudo assentava na capacidade comunicacional do docente e nas metodologias pedagógicas utilizadas!

As tecnologias estão aí e os nossos alunos precisam de as dominar. A sociedade e o mercado de trabalho assim o exigem. Mesmo o professor que move multidões com o seu "GIZ 1.0" tem de se render a esta necessidade e acoplar ao seu talento estas máquinas que também nos estimulam e auxiliam.

Estamos a mexer uma palha na Educação com a Internet? Não, ainda não... Poucos são os professores que sabem utilizá-la efectivamente para utilização em sala de aula; muitos são aqueles que ainda a usam para "usurpar" textos e fotografias para os testes de avaliação ou fotocópias; muitos são aqueles que receiam fazer "má figura" diante dos alunos, se as máquinas falharem na hora de mostrar o seu powerpointezinho...; e também, por mais que se tente apregoar demagogicamente o contrário, muitas são as escolas muito mal apetrechadas com computadores e ligações rápidas à Internet!

O Ensino deve pertencer aos professores criadores, inovadores, apaixonados, inconformados e actores ou líderes da mudança na Educação.

Enfim, encontrar professores a utilizar a tecnologia na sala de aula com os alunos é como procurar "uma agulha no palheiro"...


De Luís a 20 de Fevereiro de 2007 às 15:26
Não gosto muito destas perspectivas que roçam o determinismo tecnológico.
As tecnologias são as tecnologias. Mais importante do que isso são os agentes (alunos, professores, formadores, etc..) que se devem servir delas.
Diz-me lá Carlos, não achas que tens conseguido mexer muito mais que uma palha com a utilização da tecnologia nas tuas disciplinas? E os posts e os contributos neste blog? Não são eles educação, no sentido lato?


De csantos a 20 de Fevereiro de 2007 às 17:00
Olá Luís!

Bom... os blogs funcionam com base na Internet e por isso talvez devam ficar fora das declarações do Bill Gates. Mas é claro que considero que aquilo que acontece neste blog e o que aconteceu nas outras disciplinas (algumas minhas, outras nossas) também teve alguns resultados interessantes. Mas para já não posso afirmar mais do que isso... "interessantes" :)

Na minha perspectiva o que o Bill Gates coloca em questão é se com a tecnologia disponível estamos a alterar alguma coisa de significativo relativamente ao que são os nossos sistemas educativos e as metodologias aplicadas. Será que os PPT representam alguma evolução significativamente relativamente ao "GIZ 1.0" que o José Paulo falava? (Bestial essa expressão do GIZ 1.0!) E uma pesquisa na Web (mesmo ao estilo de WebQuests) representa alguma diferença significativa relativamente a pesquisas na biblioteca da escola, município ou universidade?

A motivação pela novidade que a tecnologia representa é um efeito passageiro. Se as vantagens não forem reais, a médio-longo prazo, volta tudo ao mesmo.

Mas eu sou optimista! Apesar de ter noção dos riscos que esta afirmação acarreta, acredito que desta vez podemos conseguir mudar uma palha... nem que seja pequenina. :)


De Luís a 20 de Fevereiro de 2007 às 18:30
Olá! Como deves ter reparado, não me preocupei minimamente com as palavras do Bill Gates. Do meu ponto de vista é muito mais interessante comentar as tuas palavras do que as dele. Por isso, quando introduzi a questão dos blogs, foi em função da tua pergunta final e não em função da entrevista do nosso amigo da Microsoft. Isto só para esclarecer que tenho noção de que os blogs funcionam com base na Internet :P
Quanto aos teus comentários, para mim (e sei que para ti também) o importante são as pessoas. As tecnologias apenas são importantes - em contextos educativos - enquanto ferramentas cognitivas, i.e., que auxiliam (e este termo é importante) uma qualquer actividade cognitiva que nos ajuda (a todos) a tentar compreender o mundo. Ou seja, não é uma questão de, pura e simplesmente, tecnologia e educação. O problema real passa pelas pessoas e pelo que elas fazem com a tecnologia e a educação. Ou seja, não me espanta que "a tecnologia não tinha mexido sequer uma palha na educação". Já me espanta que muitas pessoas não queiram mexer uma palha na educação. Mas sejamos optimistas...


De csantos a 20 de Fevereiro de 2007 às 21:49
Claro que estamos de acordo e também reconheço que trabalhamos para, pelo menos no nosso universo mais próximo, mexer alguma coisa na educação (formal e/ou informal) :)

Mas também acho que devemos assumir um papel de elementos provocadores de discussão! Uma das maiores valias dos blogs é facilitarem uma discussão aberta entre todos... mas por vezes é necessário tentar provocar essas discussões ;)

Por exemplo, será que ninguém reage ao comentário anterior onde lançava a possibilidade dos PPT não representarem uma mais valia significativa em termos de educação? Existem uns recursos muito interessantes sobre esta temática...


De mundomac » A conversa vai (continuar) boa… a 21 de Fevereiro de 2007 às 18:04
[...] Olá a todos e bem-vindos a mais uma etapa no vosso percurso como alunos do Mestrado em Multimédia em Educação. A actividade inicial da disciplina de MAC passa por uma discussão - ou melhor, pela continuação de uma discussão - iniciada pelo Carlos Santos no blog “Na Praia”. Como poderão confirmar aqui, essa discussão está intimamente relacionada com as diversas questões suscitadas quando abordamos os contributos da Tecnologia para a Educação. Ou seja: será que os contributos da utilização da Tecnologia em contextos educativos tem gerado retornos inequívocos e visíveis? Será que tudo o que andamos a fazer em termos educativos poderia ser feito sem recurso à tecnologia? Qual a vantagem, então, de utilizar recursos tecnológicos no processo de ensino e aprendizagem? Em suma… estamos a conseguir “mexer uma palha na educação”? Sejam originais, comentem, blasfemem ou fundamentem porque não têm uma posição herética relativamente a estas questões [...]


De Zito Cavaleiro a 22 de Fevereiro de 2007 às 00:42
A revolução digital ainda está no início. Ainda nem sequer é acessível a todos. A educação após Gutemberg (educação/comunicação) teve um boom enorme mas demorou o seu tempo. Mesmo após as facilidades de impressão de informação, do séc XV até hoje, este meio continua a ser privilegiado à escala global. Por exemplo, acho que a maior parte dos vistantes do blog, construíu os seus alicerces escolares nos livrinhos escolares impressos. A cores? alguns, ou algumas cores :)
E passaram quase 500 anos após a morte de Gutemberg... A internet, como costumo dizer, "ainda nem é maior de idade", "é uma jovem" e esta rede ou outras de uma segunda vida :p ainda têm um longo caminho a percorrer para contribuir para a resolver muitas das problemáticas educativas. A revolução digital ainda está no início e a revolução industrial talvez no seu fim. Gostava de estar com vocês daqui a uns 50 anos (2057 com umas bengalas em vez de wireless, matterless ou substanceless??) para falarmos da evolução da internet como a conhecemos hoje e a sua ligação com a educação. Devia ser engraçado! :)

Sobre o Bill Gates, no comments... porque havia muuuiito p dizer.


De Second Life - encontro no dia 22-02-2007 at na Praia a 22 de Fevereiro de 2007 às 14:43
[...] O post que coloquei recentemente, com um excerto de uma entrevista do Bill Gates, onde abordava a questão utilização da tecnologia na educação, tem tido alguns desenvolvimentos que considero muito interessantes… [...]


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