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Sábado, 24 de Novembro de 2007
TCEd quase a acabar
A edição deste ano da disciplina de TCEd está quase a acabar. Apesar de já ter leccionado esta disciplina muitas vezes, a edição deste ano foi diferente e por isso teve também um gostinho bem especial. Em primeiro lugar, especial porque o número de alunos era muito superior a todas as outras edições e por isso obrigou-me a repensar a sua organização...

Para quem já contactou com o meu trabalho, sabe que não gosto de soluções que apontem para uma organização das turmas em grupos que vão trabalhar de uma forma essencialmente isolada. Certamente que essa é uma solução comum em contextos de e-Learning. É também uma organização relativamente "segura" porque podemos contar que os alunos de cada grupo se vão apoiando e compensando ao nível dos seus contributos para o desenvolvimento do trabalho. Mas eu sempre acreditei que podemos conseguir melhor!

A solução que tinha vindo a utilizar era baseada no conceito que, mesmo com uma organização baseada em grupos, é possível criar cenários que "obriguem" a uma partilha e negociação entre os diferentes grupo. Se bem planeadas, com estas estratégias que pretendem provocar a comunicação inter-grupal, conseguimos criar condições para uma maior partilha de conhecimento entre todos os elementos da disciplina e com isso tornar o processo de aprendizagem, mais complexo, mas certamente também mais rico. Felizmente essas estratégias tem resultado muito bem e os resultados de algumas edições foram realmente extraordinários, quer ao nível da qualidade dos trabalhos desenvolvidos, quer das relações estabelecidas entre professor-aluno e especialmente entre alunos.

Mas porque gosto de questionar as minhas opções, após um estudo das dinâmica das comunidades FLOSS, fiquei com a convicção que provavelmente a organização em grupos bem estruturados e com objectivos bem definidos, era no fundo mais uma limitação artificial que se provocava no processo de construção de uma comunidade de aprendizagem. O meu pressuposto: dentro de determinados limites de dimensão (será mesmo assim?), as comunidades podem elas próprias encontrar e definir os mecanismos organizacionais mais adequados aos perfil dos seus membros e aos seus objectivos. Se esta auto-organização realmente resultar, potencialmente são criadas condições para se obterem melhores resultados de aprendizagem.

Como também tenho uma tese para terminar :), procurei criar um cenário para tentar validar estas questões de investigação. Para um trabalho desenvolvido em 3 semanas pode parecer um pouco absurdo, mas o objectivo passou por acompanhar 3 comunidades (25 + 18 + 20 alunos) distintas baseadas em organizações distintas. Brevemente escrevo outro post a descrever a organização e os objectivos de cada uma destas comunidades. Apesar de ainda não ter dados científicos posso também avançar com alguma análise empírica dos resultados obtidos.

Após as apresentações finais dos trabalhos devo admitir que fiquei realmente convencido da validade das questões de investigação.

De qualquer modo, a qualidade geral dos trabalhos é bastante boa e a generalidade das apresentações correu muito (infelizmente houve uma que correu bastante mal mas foi insignificante no balanço final do dia). Gostei da visível satisfação com que muitos dos trabalhos foram apresentados... mesmo admitindo que, eventualmente, possam estar um "bocadinho" cansados ;)

Parabéns e obrigado a todos pela dedicação com que enfrentaram os desafios que vos foram colocados.

Um obrigado muito especial à Olga e à Isabel que partilharam comigo a árdua tarefa de acompanhar à distância o desenvolvimento dos trabalhos. Sem a vossa ajuda era simplesmente impossível!

Até amanhã... no exame teórico! Descansem bem porque vai ser necessária alguma reflexão pessoal sobre a aplicação das Tecnologias da Comunicação em Educação ;)

PS. Faltam uns links no texto mas hoje estou demasiado cansado para me preocupar com isso. É normal que a qualidade do texto também reflicta esse cansaço...  mas ficam as ideias principais.
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publicado por carlossantos às 00:06

7

De Ana Lucas a 24 de Novembro de 2007 às 18:32
Bem.. Esta cadeira trouxe de facto imensas vantagens para mim. Porquê? Porque simplesmente não conhecia nem sabia trabalhar em quase nada.. :(
Felizmente, ao longo do arduo trabalho e da colaboração de todas as comunidades, foi-me possivel sem duvida sair com uma enorme bagagem!
Fico feliz por termos mostrado o nosso melhor, e por esse trabalho ter sido reconhecido ;)

Um especial Obrigada a todos os membros das restantes comunidades, e aos professores, que apesar de tudo estiveram "sempre lá!"

**


De como alguém ja escreveu… « Pequenos Mundos a 25 de Novembro de 2007 às 01:43
[...] como alguém ja escreveu… Published November 25, 2007 Educação , amigos , amizade , colaboração , mestrado , mundos achados Tags: amigos, aprendizagem, mmed, obrigado, saudades, tced TCEd está a acabar.  A esta altura, para a maioria das pessoas envolvidas, já terminou até. [...]


De Filomena M a 25 de Novembro de 2007 às 12:11
Esta disciplina foi o empurrão que me faltava para dedicar algum do meu já pouco tempo ao mundo desconhecido do OpenSource. O que descobri ao longo destas três semanas levou-me a reconsiderar algumas das minhas opções relativas a software. Desejo igualmente continuar a contribuir para o blog da disciplina e para a wiki, pelo que acho que tão cedo esta disciplina não acaba ;-) Obrigado pelo acompanhamento prestado pelos três.


De João Lima a 25 de Novembro de 2007 às 13:15
Creio que importa referir aqui duas coisas iniciais…

Sou um utópico e um idealista.
Sou uma pessoa que tem aversão completa ao dirigismo pelos professores do que há e como aprender.
Sou um professor que põe o humanismo acima de tudo.

Pensei, na primeira aula teórica que os meus piores pesadelos se iriam realizar. Quando vi formulas e cabos e mais trinta e tal coisas ligadas à tecnologia, pensei que seria agora o momento em que teria mesmo que pensar que era eu o único que não acreditava numa escola centrada no poder do professor.

Depois, no correr dos dias, vi o contrário.
Defendo que a tecnologia não pode nunca ser pensada, em Educação, como meio de controlar ou minimizar qualquer tipo de liberdade do aluno. E foi isso que encontrei. Aqui. Um espaço onde construímos conhecimento. Um espaço onde vamos continuar a construir conhecimento. Uma disciplina onde aprender e partilhar não terminou no dia 23 ou 24. Está lá, está em constante mutação e melhoria.

Sou daqueles que sendo idealista tenta mudar na prática o espaço que me envolve. Todos os dias. Lutando contra um sistema cada vez mais fechado, cada vez mais tecnocrata. E sou um humanista. Olho para uma das maiores civilizações – a grega – e imagino o espaço de aprendizagem com a mesma liberdade, mestria e auto-regulação que este modelo pode ainda trazer aos tempos de hoje. Chegará um momento em que a nossa civilização, tal como a entendemos, terminará. Como tantas outras. Resta saber no que se transformará.

Acredito, sinceramente, que estas sessenta e tal pessoas que agora vamos conhecendo melhor, a não transformarão numa Esparta. E esta disciplina foi um passo importantíssimo nesse caminho.

Por tudo, obrigado. E agora, é sempre ir olhando para a Wiki e ver novidades de comunidades que serão sempre vivas e aprendentes.

Parabéns e obrigado por tudo.


De RicardoC a 25 de Novembro de 2007 às 18:35
Olá a todos!

Depois do post inicial e das três respostas anteriores as minhas opções de comentário começam a ficar seriamente reduzidas! :-D


Assim, ao invés de falar sobre esta cadeira (não porque não valha a pena mas porque me parece que já começa a estar tudo dito ;-) ), prefiro partilhar convosco algo que me perturba desde o dia das apresentações e que, desde essa altura não me tem deixado descansado.


Antes de mais, confesso que sou um nerd assumido. Há pessoas que se apaixonam por puzzles, outras por ponto-cruz, outras por desporto, outras por carros, outras…; eu apaixonei-me por computadores e tecnologia em geral. Sou o tipo de pessoa capaz de usar um telefone para telefonar a outras pessoas e falar sobre telefones; sou capaz de instalar 10 vezes o mesmo sistema operativo apenas pelo gozo que isso me dá; gosto de seleccionar componentes; de montar e desmontar computadores; de lutar contra drivers e crashs inexplicáveis; de instalar os codecs um por um; de saber todas as mudanças de cada sub-versão de cada programa… enfim, reconheço que tenho uma vivência com a informática que não é a de um utilizador comum o que, em si mesmo, não é positivo nem negativo… ;-)


Depois deste pequeno desabafo, vou tentar ser um pouco mais sucinto e chegar àquilo que quero abordar – este curso de Mestrado. É certo que este Mestrado não tem uma componente técnica tão grande como eu e outros provavelmente gostaríamos. Também é certo que, durante o primeiro embate me senti um pouco desalentado e, pelo que ouvi e conversei nos intervalos, não fui o único. Porém, no final de duas cadeiras e dois meses de trabalho intensivo, começo a pensar se ensinar “técnica” tem assim tanto interesse ou, sequer, se faz algum sentido neste tipo de curso… A técnica é relativamente simples de aprender e qualquer um de nós, mesmo aqueles com poucos conhecimentos prévios, a pode dominar se a isso se disponibilizar, conforme ficou provado pelos excelentes trabalhos apresentados quer em DMME, quer em TCE.


Na minha opinião, aquilo que estamos efectivamente a aprender neste Mestrado transcende em muito o mero domínio técnico de uma ferramenta ou tecnologia e é algo que, pelo menos para mim, operou tamanha transformação de paradigma que não é quantificável em números: são técnicas, sim, mas uma espécie de meta-técnicas que nos abrem caminhos para o uso da “técnica” e a operacionalizar em qualquer coisa de útil para nós e para aqueles com quem nos relacionamos (alunos, colegas, familiares, amigos ou até desconhecidos). Alguns poderão dizer: mas afinal onde está a novidade? Não é assim que deve sempre acontecer? Concordo… mas concordo agora, não há dois meses atrás… e o facto de concordar agora com algo a que me opunha há apenas 2 meses significa que, mesmo que desistisse ou o Mestrado acabasse hoje, só pelo privilégio de ter conhecido as pessoas que me permitiram mudar de opinião, já teria valido a pena! :-D


Hoje vejo que da mesma forma que um servidor existe para servir aqueles que, provavelmente, nem sabem da sua existência, também o nerd vive para ajudar a iniciar os recém-chegados ao mundo digital e/ou para servir aqueles que desejam apenas utilizar as TIC e não têm pretensões (ou sequer interesse) em compreenderem os meandros do seu funcionamento. No meu caso pessoal, a minha visão ‘nerdiana’ inicial de um blog ou wiki (que não passam de páginas html muito simples geradas dinamicamente por php em função de consultas básicas a uma base de dados) metamorfoseou-se e comecei a ver o que realmente é importante: de que modo as pessoas que nunca ouviram falar em html ou php ou sql podem aproveitar estas tecnologias para comunicar? E porque hão-de querer comunicar? Que apelo irresistível tem a comunicação que leva a que uma pessoa normal compre uma máquina estranha, se obrigue a lutar contra ela até, pelo menos, a dominar a um nível rudimentar e a usar para comunicar? Em suma, porque é que a comunicação é tão importante para nós? (esta é para o João responder, que estas questões são a guerra dele… eu divirto-me com a parte tecnológica!). :-D


Esta visão social (humanista, até) da tecnologia, em geral, e da informática, em particular, é, para mim, a grande mais-valia deste Mestrado e é por ela que vale a pena lutar. É por ela que decidi adiar por mais 2 ou 3 anos o curso em engenharia informática que, tenho a certeza, acabarei por tirar (o ‘nerdismo’ é uma doença incurável) e é por ela que recomendo, mesmo aos mais tech-savyy de entre nós, que persistam e que levem até ao fim esta empresa. Tenho a certeza que, no final, todos reconheceremos que valeu a pena…


Boas férias! (para quem trabalhou como todos trabalhámos durante este período, 48 horas de descanso parece-me maiores que as férias do Verão…). :-D
RC


De RicardoC a 25 de Novembro de 2007 às 18:37
Professor, pedia-lhe que desse uma edição mesmo ligeira aos comentários que assim ficam difíceis de ler... Ainda tentei dar 3 espaços entre cada parágrafo mas o Wordpress ignorou-me... ;-)


De csantos a 25 de Novembro de 2007 às 19:53
Obrigado a todos pelos vossos comentários :)

Ricardo, as alterações passam por um upgrade da versão que aqui tenho do Wordpress e do tema K2. Infelizmente já deixei passar tantas versões intermédias que agora temo que o upgrade vá ser caótico. De qualquer maneira vou ver se consigo dar um jeito no CSS.

Gostei muito dos vossos comentários e fez-me recordar algo que também coloquei num comentário logo no início, acho que no blog criado para a disciplina. Não consigo encontrar, mas a ideia era no sentido de que pela minha experiência não é fácil ensinar de forma convencional as verdadeiras vantagens e mudanças que as ferramentas da Web2.0 proporcionam. Para realmente se aprender julgo que é indispensável viver a experiência da sua utilização em contextos que representem realmente uma mais valia. Na minha perspectiva, o meu papel enquanto responsável desta disciplina é essencialmente o de conseguir desenhar cenários práticos que proporcionem essa vivência de uma forma adequada.

Será que essa vivência não acaba por ser tão (ou mais?) importante como o próprio objecto de estudo do trabalho prático? ;)


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