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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Sapo Campus: “mestrado” informal em cultura digital

No dia 28 de Janeiro vou participar no SEMIME 2011 (V Seminário - "Exclusão Digital na Sociedade de Informação") como orador convidado. O programa do evento já está disponível.

Os temas principais deste seminário não são o centro da minha investigação e por isso este convite foi um desafio muito interessante. Numa abordagem que provavelmente será um pouco diferente da maioria das outras comunicações, não vou explorar as dificuldades inerentes à "Exclusão Digital". Vou falar essencialmente de oportunidades relacionadas com o desenvolvimento da "Cultura Digital" no Ensino Superior e o papel que, na minha opinião, as instituições de ensino devem desempenhar.

Com a devida autorização da organização, fica aqui disponível o texto que escrevi para o evento. Um muito obrigado à Mónica e ao Luís pela discussão do tema e revisão do texto!

 

"Conceitos como info-exclusão ou analfabetismo digital são expressões que, numa primeira análise, poderão parecer incompatíveis com o actual contexto do ensino Superior. De facto, estas instituições disponibilizam um nível aceitável de acesso a equipamentos e sistemas informáticos, sendo que, o indivíduo tipo, não tem dificuldades significativas na sua utilização.

Contudo, e apesar do rápido desenvolvimento que as Tecnologias da Informação e Comunicação têm vindo a apresentar, os níveis de literacia digital ainda são analisados com base em parâmetros associados ao domínio de ferramentas de produtividade, à facilidade no acesso, navegação e pesquisa na Internet, à capacidade de utilização dos sistemas de gestão académica e ao domínio de uma plataforma de ensino a distância.   

Tecnologias mais recentes, nomeadamente as relacionadas com a Web Social, são desconhecidas ou consideradas numa perspectiva meramente lúdica e desprovidas de utilidade prática. Alguns conceitos mais recentes, como, por exemplo, Ambiente Pessoal de Aprendizagem – Personal Learning Environment (PLE) – e Identidade Digital, são ainda desconhecidos de uma larga maioria dos indivíduos, o que contribui para uma utilização superficial do enorme potencial de aprendizagem e acesso à informação existente na Web.

No contexto actual das TIC o conceito de literacia digital tem que evoluir para um conceito de cultura digital onde, muito mais do que o domínio técnico de algumas tecnologias, a preocupação se deverá centrar na forma como o indivíduo é capaz de utilizar essas tecnologias em seu proveito, na capacidade de partilhar o seu conhecimento com os outros e na capacidade de utilizar essas tecnologias para se relacionar e colaborador com os seus pares.

Infelizmente, a actual oferta tecnológica das instituições ainda não incorpora esta visão. Na sua grande maioria, a oferta institucional resume-se à disponibilização de serviços formatados pelas necessidades formais da instituição, ignorando as necessidades dos indivíduos e/ou a sua formação neste novo conceito de utilizador da Web. Esta barreira tecnológica institucional transmite ela própria uma mensagem aos indivíduos, assente numa visão/concepção daquilo que a instituição entende como útil, que se contrapõe à oferta externa, livre e aberta, mas não suportada pela instituição.

A plataforma Sapo Campus tem como objectivo principal contribuir para a diminuição desta barreira tecnológica, fornecendo às instituições de ensino uma plataforma integrada de serviços, livre e aberta a todos os indivíduos da comunidade e com um desenvolvimento centrado nas necessidades desses indivíduos.

Como reflexão para esta comunicação, consideramos que a experiência de utilização, formal ou informal, do Sapo Campus no contexto de formação, investigação ou trabalho académico pode constituir, por si só, uma formação informal ao nível de uma pós-graduação em cultura digital. Nesta plataforma os indivíduos são estimulados a experimentar e reflectir sobre temas tão diversos como a partilha e colaboração em ferramentas da Web 2.0, o desenvolvimento de um ambiente pessoal de aprendizagem e o percurso para a construção de uma identidade digital."


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publicado por carlossantos às 10:19

7

De m-aresta a 20 de Janeiro de 2011 às 12:00
Agrada-me muito este conceito de cultura digital. Quando procuramos relatórios ou documentos oficiais sobre a utilização da internet, o que mais aparece são dados sobre acesso à internet, programas utilizados, velocidade de transmissão de dados, etc. - informação mais objectiva mas, no contexto actual, um pouco secundária.
Persiste um pouco a ideia de que, tal como o analfabetismo é não saber ler nem escrever, exclusão digital é não ter acesso à internet, não saber trabalhar com as ferramentas.
Nos dias que correm, o não-analfabetismo (não me ocorre agora a designação correcta :P) é mais que saber ler e escrever, é compreender, assimilar, processar, reescrever. Também deve ser assim no mundo "tecnológico".


De carlossantos a 20 de Janeiro de 2011 às 12:06
A ideia para utilizar o termo "cultura digital" no título desta comunicação foi tua! :)
E acho que faz todo o sentido...


De diogo a 20 de Janeiro de 2011 às 12:25
Concordo com ambos. De facto a cultura digital (ou a falta dela) é um tema muito interessante e a médio, longo prazo algo que mais do que promover ideias de investigação, devia ser discutido nos currículos do básico e secundário. Devia ser uma discussão mais globalizada, mais mainstream. Não vejo com bons olhos apenas resumir esta discussão ao (ou no) ensino superior, acho que deve ser o papel das escolas reflectir com os alunos sobre estes temas...

Não querem criar uma sessão "terturial" para discutir o assunto aqui em Aveiro?


De carlossantos a 20 de Janeiro de 2011 às 12:34
Diogo, concordo com essa generalização e tenho sido "obrigado" a reflectir sobre ela dado os últimos desenvolvimentos do Sapo Campus. No entanto, este texto foi escrito antes dessas decisões.
De certeza que vou fazer algumas adaptações para a apresentação :)

Quanto ao evento era giro para uma segunda edição do Edubits!


De diogo a 20 de Janeiro de 2011 às 12:35
Conta comigo para um segundo Edubits. São momentos bem interessantes :)


De Olga a 26 de Janeiro de 2011 às 19:44
Olá Carlos!
Gosto do tema e gostei muito do que acabei de ler! Acho que acertaste em cheio para o publico que vais ter na frente!

Tenho pena de não poder assistir... ainda tinha esperanças que a tua comunicação fosse no sábado! Outras oportunidades virão!

Até breve!


De carlossantos a 26 de Janeiro de 2011 às 21:39
Obrigado Olga.
Espero que possa ser útil porque não estou habituado a lidar com estes assuntos e não foi fácil arranjar um enquadramento para o meu trabalho de investigação.


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